VATICANO, 18 Abr. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Ao celebrar na manhã de
ontem a Missa cotidiana na casa Santa Marta junto aos trabalhadores do
Vaticano, o Papa Francisco recordou que os cristãos devem assumir as
consequências do seu Batismo e anunciar a Cristo porque sem este compromisso
a Igreja deixa de ser mãe.
Quando deixamos de anunciar a
Cristo "a Igreja deixa de ser mãe, converte-se em uma babá, que cuida
das crianças para fazer com que elas durmam. É uma Igreja em estado
latente", assim "pensemos em nosso batismo, na responsabilidade do
nosso batismo", explicou.
O Santo Padre recordou que
"ser cristão não é estudar uma carreira para converter-se em um advogado
ou em um médico cristão, não. Ser cristão é um dom que nos impulsiona para ir
para frente com a força do Espírito para anunciar a Jesus Cristo".
"Há uma grande
responsabilidade para nós os batizados: anunciar a Cristo, levar adiante a
Igreja, esta maternidade fecunda da Igreja", insistiu o Papa.
"Às vezes pensamos: ‘Não, mas
se eu sou cristão. Fui batizado, fiz a crisma, a primeira comunhão... e
pronto’. E agora, posso dormir tranquilamente, sou um cristão. Mas… Onde está
o poder do Espírito que te leva a caminhar?", questionou.
"Faz falta ser fiéis ao
Espírito para anunciar a Jesus com nossa vida, com nosso testemunho e com
nossas palavras".
O Pontífice recordou as
perseguições no Japão no século XVII, quando os missionários católicos foram
expulsos e as comunidades cristãs se mantiveram por 200 anos sem sacerdotes.
Quando voltaram, os missionários encontraram "todas as comunidades em seu
lugar, todos batizados, catequizados, todos se casaram na Igreja", e
isso se deu "graças ao trabalho dos batizados".
Durante a perseguição dos primeiros
cristãos –recordou o Papa-, Maria "orava muito", e alentou os
batizados para que sigam adiante com valentia diante da violenta perseguição
que começou depois do martírio de São Estevão.
"Isto é um pouco o estilo de
vida da Igreja: entre a paz da caridade e a perseguição". É o que ocorre
sempre na história "porque é o estilo de Jesus", disse.
Com a perseguição, muitos fiéis
fugiram e ficaram sozinhos no anúncio do Evangelho, sem sacerdotes,
abandonaram sua casa, não tinham nada, estavam em perigo, mas caminharam de
lugar em lugar, anunciando a Palavra.
"Levavam com eles a riqueza
que tinham: a fé. A riqueza que o Senhor lhes tinha dado... Mas tinham o
valor de caminhar e anunciar. E acreditavam neles! E faziam milagres!",
exclamou Francisco.
"Estes primeiros cristãos, que
só tinham o poder do batismo, o que lhes deu a valentia apostólica, a força
do Espírito, faz-me pensar em nós, batizados. E me pergunto se temos esta
força e penso: Mas realmente acreditamos que com o batismo basta, que é
suficiente para evangelizar?".
"Peçamos ao Senhor a graça de
ser batizados valentes e confiados no Espírito que temos em nós, recebido no
batismo, que sempre nos anima a proclamar a Jesus Cristo em nossa vida,
através de nosso testemunho e também com nossas palavras", concluiu.
VATICANO, 18 Abr. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Francisco enviou
nesta quarta-feira uma mensagem aos bispos argentinos exortando-os a afastar
o Episcopado dos "ouropéis da mundanidade" e trabalhar por uma
Igreja missionária que saia "para todas as periferias existenciais e cresça
em parresia".
"Que o Senhor nos livre de
maquiar o nosso episcopado com os ouropéis da mundanidade, do dinheiro e do
‘clericalismo de mercado’. A Virgem nos ensinará o caminho da humildade e
desse trabalho silencioso e valente que leva adiante o zelo apostólico",
expressou o Papa na mensagem enviada à 105º Assembleia da Conferência
Episcopal Argentina.
O Santo Padre advertiu que
"uma Igreja que não sai de si mesma adoece, cedo ou tarde, em meio à
atmosfera viciada em seu próprio fechamento. É verdade, também, que uma
Igreja que sai às ruas pode sofrer o que qualquer pessoa na rua pode sofrer:
um acidente. Diante desta alternativa, quero lhes dizer francamente que
prefiro mil vezes uma Igreja acidentada a uma Igreja doente".
Nesse sentido, assinalou que
"A doença típica da Igreja fechada é ser auto-referencial; olhar para si
mesma, ficar encurvada sobre si mesma, como aquela mulher do Evangelho. É uma
espécie de narcisismo que nos leva à mundanidade espiritual e ao clericalismo
sofisticado, e, depois, nos impede de experimentar ‘a doce e reconfortante
alegria de evangelizar’".
"Desejo a todos vocês esta
alegria, que tantas vezes vem unida à Cruz, mas que nos salva do
ressentimento e da tristeza. Esta alegria nos ajuda a ser cada dia mais
fecundos, desgastando-nos e puindo-nos no serviço ao santo povo fiel de Deus;
esta alegria crescerá mais e mais à medida que levarmos a sério a conversão
pastoral que a Igreja nos pede", expressou.
O Papa pediu aos bispos que os
trabalhos da assembleia "tenham como marco referencial o Documento de
Aparecida e o ‘Remar mar dentro’", e lhes agradeceu "por tudo o que
fazem e por tudo o que vão fazer".
Finalmente lhes pediu que
"rezem por mim, para que eu não me sinta melhor que ninguém e saiba
escutar o que Deus quer e não o que eu quero. Rezo por Vocês".
"Um abraço de irmão e uma
especial saudação ao povo fiel de Deus que está sob os seus cuidados.
Desejo-lhes um santo e feliz tempo pascal".
BOSTON, 18 Abr. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- O Arcebispo de Boston
(Estados Unidos), Cardeal Sean O'Malley, expressou a proximidade da
Arquidiocese com os afetados pelos atentados ocorridos durante a maratona de
Boston e assinalou que em meio da tragédia é necessário voltar à luz de
Cristo.
"Nossas orações e preocupações
estão com tantas pessoas que sofreram o trauma destes atos, e muito
especialmente com os seres queridos daqueles que perderam a vida, dos que
foram feridos e com os próprios feridos", expressou o Cardeal.
O Cardeal também ressaltou o
heroísmo dos que ajudaram aos afetados pelas bombas, apesar do perigo que
corriam.
"Em meio da escuridão desta
tragédia nos voltamos à luz de Cristo, luz que foi evidente nas vidas das
pessoas que ficaram imediatamente para ajudar a quem estava precisando",
afirmou o Arcebispo.
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