Papa Francisco

Solidariedade do papa aos iranianos e paquistaneses vítimas do terremoto
As palavras de Francisco na audiência geral desta quarta-feira
CIDADE DO VATICANO, 17 de Abril de 2013 (Zenit.org) - Ao encerrar a audiência geral de hoje, o papa Francisco rezou pelas vítimas do terremoto que assolou a região fronteiriça entre o Irã e o Paquistão. O santo padre afirmou: “Recebi com tristeza a notícia do violento terremoto que atingiu as populações do Irã e do Paquistão, semeando morte, dor e destruição. Elevo uma oração a Deus pelas vítimas e por todos aqueles que estão sofrendo, ao mesmo tempo em que desejo manifestar a minha proximidade ao povo iraniano e ao povo paquistanês”.
Um forte tremor de terra impactou com força o sudeste do Irã, perto da fronteira com o Paquistão, deixando ao menos 45 mortos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou que o terremoto, de 7,8 graus na escala Richter, teve o epicentro oitenta quilômetros ao norte da cidade de Saravan, de 600.000 habitantes, próxima da fronteira com o Paquistão e com o Afeganistão. O centro sismológico iraniano, por sua vez, divulgou que o sismo atingiu 7,5 graus na escala Richter.
"É o maior terremoto no Irã em 40 anos. Esperamos centenas de mortos", afirmou uma fonte do governo de Teerã citada pela agência Reuters.
Mahmoud Mozaffar, da Meia-Lua Vermelha iraniana, declarou que todas as comunicações na área estão cortadas e que as equipes de resgate estão se dirigindo aos locais atingidos.
Mir Morad Zehi, vereador de Saravan, disse à Reuters que o número de mortos "vai ser bem alto", já que na região há cerca de 1.700 aldeias e vilarejos cujas casas foram construídas de barro e tijolos.
O terremoto, que aconteceu às 15h44 no horário local, a uma profundidade de 117 quilômetros, foi sentido em vastas áreas do Oriente Médio e até mesmo em Nova Délhi, capital da Índia. Também houve registros de evacuações de edifícios no Catar e em Dubai.



Francisco: Que toda a pastoral tenha uma perspectiva missionária
Em carta aos bispos, o papa pede remar mar adentro
BUENOS AIRES, 17 de Abril de 2013 (Zenit.org) - Em missiva aos bispos participantes da 105ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Argentina, o papa Francisco lhes pediu que toda a pastoral tenha “uma perspectiva missionária”.
À assembleia plenária, que acontece em uma casa de retiros na cidade de Pilar, a poucos quilômetros de Buenos Aires, o papa denuncia que “a doença típica da Igreja fechada é ser autorreferencial”, o que é “uma espécie de narcisismo que nos leva à mundanidade espiritual” e a um “clericalismo de mercado”, além de impedir “a doce e reconfortante alegria de evangelizar”.
Francisco também enfatiza para os bispos argentinos que “Maria nos ensinará o caminho da humildade e daquele trabalho silencioso e valente, que o zelo apostólico faz prosperar”. E pediu orações para “saber escutar o que Deus quer e não o que eu quero”.
Onde há calúnia, está Satanás
Homilia do Papa Francisco na Domus Sanctae Marthae na segunda-feira, 15 de abril
BRASíLIA, 17 de Abril de 2013 (Zenit.org) - “Onde há calúnia está Satanás, justamente ele”, disse, Papa Francisco na missa matinal da segunda-feira, 15 de abril, na capela da Domus Sanctae Marthae.
A realidade do pecado atinge a todos nós, e todos somos pecadores, mas –destacou o Papa – a calúnia é algo muito pior, porque “quer destruir a obra de Deus; a calúnia nasce de uma coisa muito má: nasce do ódio. E quem faz o ódio é Satanás”. A calúnia, então, não é só um pecado, ela “usa a mentira para ir avante”.
Refletindo sobre o martírio de Estevão, na primeira leitura da liturgia do dia, Papa Francisco notou que ele não respondeu a mentira com a mentira, porque “não quis escolher esse caminho para salvar-se. Ele olha para o Senhor e obedece a sua lei”. E hoje, disse o Papa, a Igreja tem muitos mártires que são “caluniados, perseguidos, mortos por ódio a Jesus, por ódio a fé: uns são mortos porque ensinam o catecismo, outros porque trazem uma cruz...”.
Portanto, que nesse tempo de grande perseguição e de “tantas tempestades espirituais”, trazendo à memória uma imagem de Maria em um ícone russo que cobre com o seu manto o povo de Deus, disse o Papa: “Ela é a mãe que cuida da Igreja. E neste tempo de mártires, ela é a protagonista da proteção, é a mamãe (...) Digamos com fé: “Sob a vossa proteção, Mãe, está a Igreja. Cuida da Igreja”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário