Papa Francisco: a vida nos foi dada para que a entreguemos
Na catequese de hoje, Papa Francisco aprofunda na fé no retorno de Cristo e no juízo final
BRASíLIA, 24 de Abril de 2013 (Zenit.org) - “A fé no retorno de Cristo e no juízo final – disse Papa Francisco na catequese dessa quarta-feira – não é assim tão clara e forte no coração dos cristãos”. Portanto, para iluminar mais essa verdade do nosso Credo o Papa refletiu hoje em três textos evangélicos: “o das dez virgens, o dos talentos e o do juízo final”.
Vigilância:
Fazendo uma leitura da primeira parábola, o Papa disse que a parábola das dez virgens coloca-se no contexto do “tempo imediato” que estamos vivendo, o tempo que está entre a primeira e a última vinda de Cristo. “O Esposo é o Senhor, e o tempo de espera da sua chegada é o tempo que Ele nos presenteia, a todos nós, com misericórdia e paciência, antes da sua vinda final”, afirmou o Papa. Agora é o tempo de vigilância: de manter acesas as lâmpadas da fé, da esperança e da caridade e “de ter aberto o coração para o bem, para a beleza e para a verdade; tempo de viver segundo Deus”. Temos que fazer de tudo para não dormirmos, porque “a vida dos cristãos adormecidos é uma vida triste”.
Dons recebidos:
Tendo diante dos olhos a segunda parábola, a dos talentos, o pontífice afirmou que agora estamos no tempo da ação, e não podemos enterrar os nossos talentos, os nossos dons, como o fez o servo preguiçoso da parábola. Enterrar o próprio dom, é “fechar-se em si mesmo”, disse o Papa e “um cristão que se fecha em si mesmo, que esconde tudo o que o Senhor lhe deu não é cristão!” Portanto, agora é o tempo da espera, o tempo “da ação – nós estamos no tempo da ação -, o tempo de frutificar os dons de Deus não para nós mesmos, mas para Ele, para a Igreja, para os outros, o tempo de fazer sempre crescer o bem no mundo”, comentou o Papa.
Vendo também que a Praça de São Pedro estava repleta de jovens, lançou-lhes este questionamento: “A vocês, que estão no início do caminho da vida, pergunto: pensaram nos talentos que Deus lhes deu? Pensaram em como colocá-los ao serviço dos outros? Não enterrem os talentos!”. “Apostem em grandes ideais” -exortou o Papa, porque “A vida não nos foi dada para a conservarmos cuidadosamente para nós mesmos, mas nos foi dada para que a entreguemos"
Juízo final:
Por fim, trazendo à tona a passagem narrada em Mt 25, do grande juízo final, o pontífice, também recordou Jesus como estrangeiro, como os estrangeiros que estão em Roma: “penso em tantos estrangeiros que estão aqui na diocese de Roma: o que fazemos por eles?”. Porque a matéria do juízo final será, o amor. “Isso nos diz que seremos julgados por Deus sobre a caridade, sobre como o amamos nos nossos irmãos, especialmente nos mais frágeis e necessitados”, sabendo que só a Graça de Deus que nos salva, e que o único que nos é pedido é correspondermos a Ele.
Que olhar para o juízo final não seja motivo de medo, mas de viver melhor o presente, pois "Deus nos oferece com misericórdia e paciência este tempo para que aprendamos a reconhecê-lo a cada dia nos pobres e nos pequenos, nos comprometamos pelo bem e sejamos vigilantes na oração e no amor", disse ao final o Papa.

Jesus virá para julgar vivos e mortos
Catequese do Papa Francisco na Audiência Geral da quarta-feira.
CIDADE DO VATICANO, 24 de Abril de 2013 (Zenit.org) - Nesta quarta-feira, o Papa Francisco, em sua habitual catequese semanal continuou aprofundando no Símbolo da fé: o Credo. Com uma praça de São Pedro, mais uma vez, cheia de jovens e peregrinos, o Papa dirigiu-lhes estas palavras:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
No Credo professamos que Jesus "virá novamente na glória para julgar os vivos e os mortos". A história humana começa com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus e conclui com o juízo final de Cristo. Muitas vezes esquecemos estes dois pólos da história e, sobretudo, a fé no retorno de Cristo e no juízo final, às vezes não é assim tão clara e forte no coração dos cristãos. Jesus, durante sua vida pública, refletiu muitas vezes na realidade da sua última vinda. Hoje eu gostaria de refletir sobre três textos evangélicos que nos ajudam a entrar neste mistério: o das dez virgens, o dos talentos e o do juízo final. Todos os três fazem parte do discurso de Jesus sobre o fim dos tempos, no Evangelho de São Mateus.
Em primeiro lugar lembremos que, com a Ascensão, o Filho de Deus levou para junto do Pai a nossa humanidade assumida por Ele e quer atrair todos a si, chamar todo o mundo para ser acolhido nos braços abertos de Deus, para que no final da história, toda a realidade seja entregue ao Pai. Há, no entanto, este "tempo imediato" entre a primeira vinda de Cristo e a última, que é precisamente o momento que estamos vivendo. Neste contexto do “tempo imediato” coloca-se a parábola das dez virgens (cf. Mt 25,1-13). São dez jovens que  esperam a chegada do esposo, mas ele atrasa e elas caem no sono. Ao anúncio repetindo de que Esposo está chegando, todas se preparam para acolhê-lo, mas enquanto cinco dessas, sábias, têm óleo para alimentar as próprias lâmpadas, as outras, tolas, ficam com as lâmpadas apagadas porque não o têm; e enquanto procuram chega o Esposo e as virgens tolas encontram fechada a porta que leva à festa nupcial. Batem com insistência, mas agora é tarde, o Esposo responde: não vos conheço.
O Esposo é o Senhor, e o tempo de espera da sua chegada é o tempo que Ele nos presenteia, a todos nós, com misericórdia e paciência, antes da sua vinda final; é um tempo de vigilância; tempo em que devemos ter acesas as lâmpadas da fé, da esperança e da caridade, de ter aberto o coração para o bem, para a beleza e para a verdade; tempo de viver segundo Deus, porque não conhecemos nem o dia, nem a hora da volta de Cristo. O único que nos é pedido é estarmos preparados para o encontro – preparados para um encontro, para um lindo encontro, o encontro com Jesus -, que significa saber ver os sinais da sua presença, ter viva a nossa fé, com a oração, com os Sacramentos, ser vigilantes para não dormirmos, para não esquecermos de Deus. A vida dos cristãos adormecidos é uma vida triste, não é uma vida feliz. O cristão deve ser feliz, a alegria de Jesus. Não durmamos!
A segunda parábola, a dos talentos, nos faz refletir sobre a relação entre como empregamos os dons recebidos por Deus e o seu retorno, onde nos pedirá contas de como os temos utilizado (cf. Mt 25, 14-30). Conhecemos bem a parábola: antes de partir, o patrão entrega a cada servo alguns talentos, para que sejam utilizados bem durante a sua ausência. Entregou cinco ao primeiro, dois ao segundo e um ao terceiro. No período da ausência, os primeiros dois servos multiplicam os seus talentos – moedas antigas -, enquanto que o terceiro prefere enterrar o próprio e entregá-lo intacto ao patrão. Ao seu retorno, o patrão julga o seu modo de obrar: louva os dois primeiros, mas o terceiro é lançado nas trevas exteriores, porque escondeu por medo o talento, fechando-se em si mesmo. Um cristão que se fecha em si mesmo, que esconde tudo o que o Senhor lhe deu é um cristão... não é cristão! É um cristão que não agradece a Deus por tudo o que Ele lhe deu! Isso nos diz que a espera da volta do Senhor é o tempo da ação – nós estamos no tempo da ação -, o tempo de frutificar os dons de Deus não para nós mesmos, mas para Ele, para a Igreja, para os outros, o tempo de fazer sempre crescer o bem no mundo. E especialmente neste tempo de crise, hoje, é importante não fechar-se em si mesmo, enterrando o próprio talento, as próprias riquezas espirituais, intelectuais, materiais, tudo o que o Senhor nos deu, mas abrir-se, ser solidários, ter cuidado com o outro.  Na praça, vi que há muitos jovens hoje: é verdade, isso? Há muitos jovens? Onde estão? A vocês, que estão no início do caminho da vida, pergunto: pensaram nos talentos que Deus lhes deu? Pensaram em como colocá-los ao serviço dos outros? Não enterrem os talentos! Apostem em grandes ideais, aqueles ideais que ampliam o coração, aqueles ideais de serviço que farão frutificar os vossos talentos. A vida não nos foi dada para a conservarmos cuidadosamente para nós mesmos, mas nos foi dada para que a entreguemos. Caros jovens, tenham um ânimo grande! Não tenham medo de sonhar coisas grandes!
Finalmente, uma palavra sobre o juízo final, no qual se descreve a segunda vinda do Senhor, quando Ele julgará todos os seres humanos, vivos e mortos (cf. Mt 25, 31-46). A imagem usada pelo evangelista é a do pastor que separa as ovelhas dos cabritos. À direita são colocados aqueles que agiram de acordo com a vontade de Deus, socorrendo o próximo faminto, com sede, estrangeiro, nú, doente, preso – disse “estrangeiro”: penso em tantos estrangeiros que estão aqui na diocese de Roma: o que fazemos por eles? - enquanto à esquerda vão aqueles que não socorreram o próximo. Isso nos diz que seremos julgados por Deus sobre a caridade, sobre como o amamos nos nossos irmãos, especialmente nos mais frágeis e necessitados. É claro, devemos sempre ter em mente que somos justificados, somos salvos pela graça, por um ato de amor gratuito de Deus que sempre nos precede; sozinhos, não podemos fazer nada. A fé é principalmente um dom que nós recebemos. Mas para dar frutos, a graça de Deus requer sempre a nossa abertura a Ele, a nossa resposta livre e concreta. Cristo vem para levar-nos à misericórdia de Deus que salva. O único que nos é pedido é confiar Nele, corresponder ao dom do seu amor com uma vida boa, feita de ações animadas pela fé e pelo amor.
Queridos irmãos e irmãs, que olhar para o juízo final nunca nos dê medo; mas nos leve a viver melhor o presente. Deus nos oferece com misericórdia e paciência este tempo para que aprendamos a reconhecê-lo a cada dia nos pobres e nos pequenos, nos comprometamos pelo bem e sejamos vigilantes na oração e no amor. O Senhor, no final da nossa existência e da história, possa reconhecer-nos como servos bons e fieis. Obrigado.

O Papa reza intensamente pela libertação dos bispos sequestrados na Síria
Declaração do Pe. Federico Lombardi sobre o sequestro dos Metropolitas de Aleppo
CIDADE DO VATICANO, 24 de Abril de 2013 (Zenit.org) - "Uma dramática confirmação da trágica situação na qual vive a população da Síria e as suas comunidades cristãs”. Assim Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa vaticana, definiu o sequestro dos dois Metropolitas de Aleppo, numa declaração divulgada ontem, antes da notícia da possível libertação.
Os dois prelados, Mar Gregorios Ibrahim, da Igreja Sírio-Ortodoxa, Paul Yazigi, da Igreja Greco - ortodoxa da Antioquia, foram sequestrados segunda-feira passada, enquanto realizavam uma missão humanitária, e o seu motorista foi assassinado.
"O Santo Padre Francisco - disse padre Lombardi - foi informado deste novo gravíssimo fato, que contribui para o crescimento da violência nos últimos dias e a uma emergência humanitária de grandes proporções."
O Papa, concluiu, “acompanha os eventos com participação profunda e intensa oração pela saúde e a libertação dos dois sequestrados  e porque, com o compromisso de todos, o povo sírio possa finalmente ver respostas eficazes ao drama humanitário e surgir no horizonte esperanças reais de paz e de reconciliação”.
 
A Eucaristia é o "verdadeiro centro das comunidades cristãs"
Mensagem do papa Francisco para o Congresso Eucarístico na Costa Rica
ROMA, 24 de Abril de 2013 (Zenit.org) - A evangelização e a comunhão eclesial brotam da Eucaristia: esta é a mensagem destacada pelo papa Francisco no texto assinado pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, escrito especialmente para o IV Congresso Eucarístico Nacional da Costa Rica.
O evento foi realizado de 17 a 21 de abril na cidade de Cartago, situada cerca de 25 quilômetros a leste da capital San José. O tema do encontro foi "A Eucaristia: pão da vida para o nosso povo".
O papa pediu que os católicos do país intensifiquem a vida de oração, transformando a Eucaristia no "verdadeiro centro das comunidades cristãs, onde o louvor e a ação de graças sejam o impulso para um renovado compromisso com a evangelização e com a comunhão eclesial".
Na esperança de que os católicos obtenham "abundantes energias espirituais" da Eucaristia para um mundo "cada vez mais justo e reconciliado", o papa confiou a comunidade católica à proteção amorosa de Nossa Senhora dos Anjos, padroeira do pequeno país centro-americano que conta com cerca de 4,5 milhões de habitantes.

São Marcos Evangelista

Celebramos com muita alegria a vida de santidade de um dos quatro Evangelistas: São Marcos. Era judeu de origem e de uma família tão cristã que sempre acolheu aos primeiros cristãos em sua casa: "Ele se orientou e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, chamado Marcos; estava lá uma numerosíssima assembléia a orar" (Atos 12,12).
A tradição nos leva a crer que na casa de São Marcos teria acontecido a Santa Ceia celebrada por Jesus, assim como dia de Pentecostes, onde "inaugurou" a Igreja Católica. Encontramos na Bíblia que o santo de hoje acompanhou inicialmente São Barnabé e São Paulo em viagens apostólicas, e depois São Pedro em Roma.
São Marcos na Igreja primitiva fez um lindo trabalho missionário, que não teve fim diante da prisão e morte dos amigos São Pedro e São Paulo. Por isso, evangelizou no poder do Espírito Alexandria, Egito e Chipre, lugar onde fundou comunidades. Ficou conhecido principalmente por ter sido agraciado com o carisma da inspiração e vivência comunitária, que deram origem ao Evangelho querigmático de Jesus Cristo segundo Marcos.
São Marcos, rogai por nós!

Pensamento do dia.

"É preciso viver como se pensa, caso contrário se acabará por pensar como se tem vivido.”

Paul Bourget (Amiens, 1852 - París, 1935)

Quarta-feira da 4ª semana da Páscoa
Evangelho (Jn 12,44-50):

Jesus exclamou: «Quem crê em mim, não é em mim que crê, mas naquele que me enviou”. Quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. Se alguém ouve as minhas palavras e não as observa, não sou eu que o julgo, porque vim não para julgar o mundo, mas para salvá-lo. Quem me rejeita e não acolhe as minhas palavras já tem quem o julgue: a palavra que eu falei o julgará no último dia. Porque eu não falei por conta própria, mas o Pai que me enviou, ele é quem me ordenou o que devo dizer e falar. E eu sei: o que ele ordena é vida eterna. “Portanto, o que eu falo, eu o falo de acordo com o que o Pai me disse».
 Comentário
Quem crê em mim, não é em mim que crê, mas naquele que me enviou
Hoje, Jesus grita; grita como alguém que precisa que suas palavras sejam ouvidas por todos. Seu grito sintetiza sua missão salvadora, pois tem vindo «não para julgar o mundo, mas para salvá-lo» (Jo 12,47), não por si mesmo, mas em nome do «Pai que me enviou, ele é quem me ordenou o que devo dizer e falar» (Jo 12,49).

Ainda não faz um mês que celebramos o Tríduo Pascal: o Pai estava tão presente na hora extrema, na hora da Cruz! Como escreveu João Paulo II, «Jesus, aflito pela previsão da prova que o esperava, ante Deus, o invoca com sua habitual e carinhosa expressão de confiança: ‘Abba, Pai’». Nas horas seguintes, se faz evidente o diálogo estreito do Filho com o Pai: «Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem» (Lc 23,34); «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito» (Lc 23, 46).

A importância da obra do Pai, e do seu enviado, merece a resposta de quem o escuta. Essa resposta é o crer, ou seja, a fé (cf. Jo 12,44); fé que nos dá — por Jesus mesmo — a luz para não continuar na escuridão. Ao contrário, quem rejeita esses dons e manifestações e não acolhe essas palavras «já tem quem o julgue: a Palavra» (Jo 12,48).

Aceitar Jesus, então, é crer, ver, ouvir ao Pai, significa não estar na escuridão, obedecer ao mandato da vida eterna. Bem vinda seja a repreensão de São João da Cruz: «O Pai tudo nos falou por esta palavra só (...)”. “Por isso, quem quiser perguntar alguma coisa a Deus ou ter uma visão ou revelação, seria não só uma necedade, também estaria ofendendo a Deus, já que não estaria colocando seu olhar em Cristo, evitando querer alguma outra coisa ou novidade».

"A Igreja avança entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus"
Papa Francesco celebra a festa litúrgica de São Jorge, seu onomástico, lembrando o fervor missionário dos primeiros mártires.
ROMA, 23 de Abril de 2013 (Zenit.org) - No dia da festa de São Jorge, o papa Francisco reiterou a essência cristocêntrica da Igreja Católica Romana. Por ocasião da festa litúrgica do santo mártir, o papa presidiu a missa na Capela Paulina, no Vaticano, com a presença dos cardeais residentes em Roma.
"Obrigado, porque eu me sinto bem acolhido por vocês", disse Francisco aos cardeais ao começar a homilia. Logo em seguida, o Santo Padre abordou a natureza profunda da Igreja e o sentido do martírio.
"A identidade cristã não é uma carteira de identidade", explicou; ela se situa no "pertencer à Igreja Mãe". Por isso, acrescentou o papa, "encontrar Jesus fora da igreja não é possível". Citando Paulo VI, Francisco prosseguiu: "É uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja".
Comentando a primeira leitura (At 11,19-26), o Santo Padre disse que "justo no momento em que a perseguição se desencadeia, também se desencadeia a natureza missionária da Igreja", que avança "em meio às perseguições do mundo e às consolações de Deus", sempre a meio caminho “entre a cruz e a ressurreição”.
Aqueles que seguem este caminho "não erram", declarou o pontífice. É uma estrada, no entanto, que não tem nada a ver com o "caminho do mundanismo", que se percorre "negociando com o mundo", do qual a única consolação que é possível obter é puramente "humana" e "superficial".
A Igreja imprime em seus filhos "a identidade da fé", mas, se não formos "ovelhas de Jesus", a fé não criará raiz, ou, no máximo, permanecerá "sem substância".
Um último aspecto destacado pelo papa diz respeito à evangelização. Na primeira leitura, São Barnabé expressa a "doce e confortadora alegria de evangelizar", que acompanhava a coragem de todos os primeiros cristãos, capazes de "anunciar Jesus para os gregos, o que na época era escandaloso".
Da mesma forma, nós também devemos pedir ao Senhor um "zelo apostólico que nos impulsione a seguir em frente", levando o nome de Jesus "até o seio da Santa Mãe Igreja, como dizia Santo Inácio, ‘hierárquica e católica’", concluiu o Santo Padre.

No início da missa, o cardeal decano Ângelo Sodano dirigiu seus cumprimentos ao papa Francisco pelo dia do seu onomástico, pedindo, para o papa e para os cardeais presentes, "o dom da fortaleza cristã que o Espírito Santo derramou nos mártires de todos os tempos".
Sinteticamente, Sodano traçou depois o perfil do santo do dia: deixando de lado a couraça militar, São Jorge “vestiu a couraça da fé e do amor” e doou seus bens aos pobres, dando testemunho da sua fé até o martírio.
“Junto com Sua Santidade, Santo Padre”, continuou Sodano, “imploraremos o dom da fortaleza cristã para aqueles que ainda hoje sofrem por causa da fé, assim como no tempo de São Jorge. Poucos dias atrás, Sua Santidade nos lembrou de que o tempo dos mártires não terminou ainda. Ó Senhor, por intercessão de São Jorge, sustentai a nossa fraqueza e fazei brilhar sobre nós o vosso poder".

Comemoração pelo primeiro mês de Francisco
Iniciativa da Comissão Pontifícia para a América Latina
ROMA, 23 de Abril de 2013 (Zenit.org) - Superado o primeiro mês do pontificado de Francisco. Tem quem espera pelo menos 33 dias para respirar aliviado, recordando o curto e também entusiasmante pontificado de João Paulo I.
Tanta expectativa se explica pelos gestos e sinais que são lançados ao mundo pelo papa Francisco. Alguns deles ligados ao modo, poderíamos dizer, de um sacerdote ou bispo. Não faz nada de extraordinário, apenas fala e demonstra as características básicas de um pastor.
Celebração latina
Para comemorar o primeiro mês, a Comissão Pontifícia para a América Latina (CAL) teve a feliz ideia de celebrar em seu escritório, convocando diversos latino-americanos que ocupam cargos de responsabilidade na Cúria romana e no Vaticano.
Foi uma pausa ao meio dia para encontrar e sentir que o continente tem muito a colaborar, e nesse caso, o fez com um papa. Os esforços e trabalhos para manter viva a chama do cristianismo nas terras de Toribio de Mogrovejo, Rosa de Lima, Felix Varela, Juan Diego e Laura Montoya, são compensados hoje ao elevar uma figura que não é apenas um bom pastor, mas um verdadeiro filho da América Latina.
A ocasião foi propícia para o encontro dos cardeais Marc Ouellet e Giovanni Re, atual e ex-presidente da CAL, respectivamente. Também chegou à sede do Vaticano outro argentino presente no Conclave, Leonardo Sandri, e o vice-presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, o colombiano Octavio Ruiz Arenas.
Continente da Esperança
Durante a breve, mas significativa celebração, o Cardeal Ouellet expressou de maneira entusiasta o período em que conheceu o papa Francisco, a quem visita com frequência pela função que ocupa como prefeito da Congregação para os Bispos. Suas palavras demonstravam esperança e confiança no caminho que pode seguir o governo da Igreja.
Outros convidados participaram do evento, como os superiores maiores das congregações religiosas da América Latina e os reitores dos colégios pontifícios onde são formados os sacerdotes do continente. Na cordial reunião, estavam presentes trabalhadores da Cúria vaticana, provenientes das distantes terras.
A presença dos diplomatas que trabalham nas respectivas embaixadas e jornalistas latino-americanos que cobrem as informações da Santa Sé completou o grupo que participou da reunião.
Foi divulgado também um próximo evento organizado pela CAL para o mês de novembro no México. Esse vai reunir os bispos latino-americanos no santuário da Virgem de Guadalupe, para refletir sobre a Missão Continental em andamento.