Papa Francisco é difamado por jornalista que colaborou com a ditadura na Argentina


BUENOS AIRES, 20 Mar. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Em uma coluna publicada no site ArgentinosAlerta, o jovem escritor Agustín Laje revela que o diretor do jornal oficialista argentino Página 12, Horacio Verbitsky, foi um “agente duplo” que apoiou a ditadura na Argentina há 30 anos.

Verbitsky, a quem o jornalista argentino Jorge Lanata descreveu como um “ministro K (do regime de Cristina Fernández de Kirchner) sem carteirinha”, qualificou a eleição do Papa Francisco como “uma vergonha para a Argentina e América do Sul”, e em diversos escritos assegurou que o Santo Padre tinha colaborado com a ditadura que regeu o país entre 1976 e 1983.

Estas acusações foram desmentidas claramente tanto pelo Vaticano como pelo Prêmio Nobel da Paz de 1980, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, conhecido defensor dos direitos humanos durante a ditadura em seu país.

Página 12, o jornal dirigido por Verbitsky, teria recebido entre 2011 e inícios de 2012, mais de 11 milhões de dólares em publicidade por parte do governo de Cristina Kirchner.

De acordo com Agustín Laje, “muitos são os ex-guerrilheiros que assinalam Verbitsky como um traidor ou ‘agente duplo’” vinculado à ditadura.

Estes ex-guerrilheiros, revelou Laje, “indicam, com efeito, que sobre 62 integrantes conhecidos que passaram pela área de inteligência dos montoneros (um violento grupo guerrilheiro, que realizou diversos atentados e seqüestros durante a década de 1970, antes de serem desarticulados pela ditadura) o único que sobreviveu e nem sequer terminou preso, é chamativamente Horacio Verbitsky”.

Segundo Laje, o hoje diretor do diário Página 12 se alistou nos Montoneros nos inícios de 1973, e logo ingressou na importante seção de inteligência do grupo guerrilheiro.

As funções da área de inteligência, de acordo com o jovem argentino, “compreendiam tarefas específicas como detectar aquelas pessoas passíveis de serem seqüestradas e com capacidade de pagamento de resgate; o desenvolvimento de extorsão sobre pessoas, grupos, setores ou empresas; subornos e chantagens; estudos prévios às missões de assassinatos para estabelecer os rendimentos políticos”, entre outras atividades guerrilheiras.

“Pouco depois do famoso sequestro dos irmãos Juan e Jorge Born em 1974, pelo qual os Montoneros receberam a cifra de 60 milhões de dólares, Horacio Verbitsky, cujo nome de guerra já era ‘o cão’, teria sido o responsável por organizar o traslado do dinheiro a Cuba em parcelas de 5 milhões de dólares”, assegurou Agustín Laje, e assinalou que, em seu momento, o fiscal Juan Martín Romero Victorica tomou o caso, “e implicou aquele que hoje se horroriza por um suposto passado de Francisco”.

“Existem vários atentados montoneros nos que segundo variadas fontes Verbitsky teria tido participação como intelectual ou, inclusive, como chefe de operações”, acrescentou.

Em 1977, indicou Laje, Horacio Verbitsky se afastou dos Montoneros para aproximar-se das Forças Armadas.

“É o que na época se chamava ‘colaboracionismo’”, disse.

“Uma prova fulminante neste sentido é sua colaboração no livro ‘O poder aéreo dos argentinos’, que editou o Círculo da Força Aérea em 1979. Escrito pelo comodoro Juan José Güiraldes, o nome do ex-montonero que ilustra a primeira página da obra, na qual se agradece (a Verbitsky) pela sua contribuição”, indicou.

Agustín Laje criticou a hipocrisia de  Verbitsky que se apresenta como defensor dos Direitos humanos e adverte: “Direitos humanos, mas sem viseiras ideológicas nem interesses políticos. Revisemos o passado daquele que pretende ser juiz moral de outros”, concluiu.

NASA: 
se um grande asteroide se aproxima da Terra só resta rezar...

WASHINGTON DC, 20 Mar. 13 (ACI/EWTN Noticias) .- Charles Bolden, administrador da Nasa nos Estados Unidos, assegurou que nenhum país poderia fazer nada caso um grande asteroide se aproxime da terra. Ante uma situação deste tipo, disse, só restaria "rezar".
Embora em centenas de anos não tenha acontecido que grandes asteroides venham em direção à terra, Bolden disse que a única coisa que poderia ser feita ante uma situação deste tipo seria rezar. Assim o indicou ontem em uma audiência ante legisladores do Comitê de Ciências da Câmara de Representantes nos Estados Unidos.
O físico e professor da Universidade de Nova Iorque, Michio Kaku, indicou em declarações à cadeia americana CBS que "na Rússia, se esse asteroide tivesse se mantido intacto por mais alguns segundos, teria batido no chão com a força de 20 bombas (atômicas) como a de Hiroshima".
Na audiência de ontem, o Comandante da Força Aérea dos Estados Unidos, o general William Shelton, reconheceu que não tinham ideia de que ia cair um meteorito como o que caiu na Rússia.
A Nasa encontrou e está seguindo aos 95 por cento dos objetos maiores que estão próximos à Terra, se é que têm um diâmetro de 1 quilômetro ou mais. "Um asteroide desse tamanho, um quilômetro ou mais, poderia de forma plausível terminar com a civilização", disse o assessor de ciências da Casa Branca John Holdren na mesma audiência.
Mas, mais ou menos 10 por cento de um total estimado de 10 mil possíveis asteroides "mata cidades", aqueles com um diâmetro de 50 metros, foram encontrados, adicionou.
Em média, objetos desse tamanho caem sobre a Terra uma vez cada 1.000 anos.
"A partir da informação que temos, não sabemos de um asteroide que vá ameaçar à população dos Estados Unidos", disse Bolden, "mas, caso isso aconteça nas próximas três semanas, rezem", concluiu.
Um asteroide que tinha aproximadamente 17 metros de diâmetro caiu no dia 15 de fevereiro sobre o Cheliábinsk, Rússia, gerando ondas de choque que quebraram janelas e destruíram edifícios. Mais de 1.500 pessoas ficaram feridas.
Depois deste dia, informa Reuters, um asteroide maior e não relacionado, que tinha sido descoberto no ano anterior, passou a 27 mil quilômetros da Terra, mais perto que os satélites de televisão e do clima que orbitam ao redor do planeta.


São Nicolau de Flue

Comemoramos a vida santa de um eremita, São Nicolau de Flue, que nasceu na Suíça em 1417 e passou sua juventude ajudando o pai em trabalhos práticos, sempre inclinado à vida religiosa.
A pedido do pai, casou-se com Doroteia que muito o levou para Deus, tanto que juntos educaram os dez filhos para a busca da santidade. Aconteceu que, em comum acordo e, com os filhos já educados, Nicolau retirou-se na solidão, perto de sua casa, porém, com o propósito de se dedicar exclusivamente a Deus, ele que era um homem popular devido a diversos cargos públicos e administrativos que ocupara na sociedade.
São Nicolau entregou-se totalmente à vida de oração, penitência e jejuns, sem deixar de participar nas Santas Missas de domingo e dias santos, além de ter assumido uma tábua como cama; por travesseiro uma pedra e de primeiro frutas e ervas como alimento, isto até chegar a se alimentar somente da Eucaristia. Todo este processo estendeu-se progressivamente por 33 anos.
Nicolau, que morreu com setenta anos, ao ir para o eremitério com 37 anos, em nada se alienou ao mundo. Pôde ele servir com conselhos e interferir pacificamente nas dificuldades entre católicos e protestantes, a ponto de ser amado e tomado como modelo de pacificador e pai da pátria.
São Nicolau de Flue, rogai por nós!

Minuto JMJ (lista de reprodução)


Santo Ambrósio de Sena
O santo de hoje nasceu no ano de 1220 em Sena, Itália, dentro de um contexto familiar diferente. Ao ter nascido com uma deformação física, sua família – nobre – o renegou e o entregou a uma ama de leite, que recebeu a ordem de viver com a criança afastada deles.
Isso tudo foi providência na vida de Ambrósio, porque esta ama, mulher de fé, foi uma verdadeira mãe, alimentado-o e assim, foi acontecendo a recuperação do menino.
Com uma certa idade a família o acolheu. Ambrósio estava no processo de cura interior de reconciliação, mas já os havia perdoado. Aceitou, para um bem maior, os bens terrenos que ele teve como direito, usando-os para o bem dos pobres. O castelo foi se tornando aos poucos um hospital, lugar de acolhimento aos mais necessitados.
Com 18 anos renunciou a tudo e foi para os Dominicanos, tornando-se um pregador cheio do Espírito Santo.
Um homem do perdão e da reconciliação. Faleceu em Sena, durante uma pregação. Morreu no serviço, no ministério.
Santo Ambrósio, rogai por nós!

Símbolos da missa de início de pontificado
O pálio, o anel do pescador e a obediência dos cardeais
ROMA, 19 de Março de 2013 (Zenit.org) - A missa de inauguração do ministério petrino do bispo de Roma é marcada por dois símbolos concretos que acompanharão o novo pontífice: o anel do pescador e o pálio. Além deles, como sinal de obediência ao novo papa, alguns cardeais o saudarão formalmente em representação de todo o colégio cardinalício.
O pálio
Entre as insígnias litúrgicas do sumo pontífice, um dos mais evocativos é o pálio feito de lã branca, símbolo do bispo como bom pastor e menção ao Cordeiro crucificado pela salvação da humanidade. "A lã de cordeiro representa a ovelha perdida, doente ou frágil, que o pastor carrega aos ombros para conduzir às águas da vida", explicou o papa emérito Bento XVI, na homilia da santa missa pelo início do seu ministério petrino, em 24 de abril de 2005.
O pálio pontifício, na sua forma atual, é de lã tecida em forma grande e larga, com a cor vermelha das cruzes. O pálio dos arcebispos metropolitanos é estreito, feito da mesma lã e com seis cruzes pretas de seda. A forma diferente do pálio papal na comparação com o dos arcebispos destaca a diversidade das jurisdições.
No momento da imposição do pálio, são lidas estas palavras: "O Deus da Paz, que fez ressurgir dos mortos o grande Pastor das ovelhas, o Senhor nosso, Jesus Cristo, te conceda, ele mesmo, o pálio da confissão do apóstolo Pedro. A ele, o bom Pastor confiou apascentar os seus cordeiros e as suas ovelhas, e, hoje, tu sucedes a Pedro no episcopado desta Igreja que ele gerou na fé junto ao apóstolo Pedro. O Espírito de Verdade, que procede do Pai, conceda dons abundantes, inspirações e discernimento ao teu ministério, para confirmares teus irmãos na unidade da fé". "Deus confirma tudo o que fez por ti!". "E a força do Altíssimo te guarde santamente".
O anel do pescador
O anel, elemento litúrgico do Novo Testamento, é insígnia própria do bispo desde o primeiro milênio. O anel do pescador, que foi entregue hoje ao papa, traz uma representação da imagem de São Pedro com as chaves e tem o significado particular de autenticar a fé, evocando a tarefa confiada a Pedro de confirmar os seus irmãos (cfr. Lc 22, 32). O anel "do pescador" faz menção a Pedro, o Apóstolo pescador (cfr. Mt 4, 18-19; Mc 1, 16-17) que, tendo acreditado na palavra de Jesus (cfr. Lc 5, 5), conduziu a barca mar adentro e trouxe de volta a terra as redes repletas pela pesca milagrosa (cfr Jo 21, 3-14). "Hoje também se pede à Igreja e aos sucessores dos apóstolos que adentrem o mar da história e lancem as redes, para conquistar os homens para o Evangelho, para Deus, para Cristo, para a vida verdadeira", declarou Bento XVI, na homilia do início do seu ministério petrino, há quase oito anos.
No momento da entrega do anel do pescador, proclama-se: "Beatíssimo Padre, o próprio Cristo, Filho do Deus vivo, Pastor e bispo das nossas almas, que edificou a sua Igreja sobre a rocha, te concede o Anel, sigilo de Pedro, o pescador, que viveu a sua esperança sobre o mar de Tiberíades e a quem o Senhor Jesus entregou as chaves do Reino dos céus. Hoje, tu sucedes o Beato apóstolo Pedro no episcopado desta Igreja que preside a comunhão da unidade conforme o ensinamento do Beato apóstolo Paulo. O espírito do amor derramado em nossos corações te dá a força e a mansidão para, com o teu ministério, manteres os crentes em Cristo na unidade da comunhão". "Deus confirma tudo o que fez por ti!". "E a força do Altíssimo te guarde santamente".
Como último gesto simbólico, vários representantes do colégio dos cardeais saúdam o papa em mostra de obediência. Nesta ocasião, foram os cardeais Giovanni Battista Re e Tarcisio Bertone, da ordem dos bispos; os cardeais Joachim Meisner e Jozef Tomko, da ordem dos presbíteros, e os cardeais Renato Raffaele Martino e Francesco Marchisano, da ordem dos diáconos.
Durante esta parte da cerimônia, o coro canta em latim: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja. E os poderes da morte não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus. Tudo o que atares na terra ficará atado no céu, e tudo o que desatares na terra ficará desatado no céu".

Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!
Homilia do Papa Francisco na Missa de início do Ministério Petrino
CIDADE DO VATICANO, 19 de Março de 2013 (Zenit.org) - Apresentamos a homilia do Santo Padre Francisco da Santa Missa de imposição do pálio, entrega do anel do pescador. Início do Ministério Petrino do Bispo de Roma.
Queridos irmãos e irmãs!
Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.
Saúdo, com afecto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.
Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap.Redemptoris Custos, 1).
Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.
Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!
Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!
E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.
Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.
A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!
Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.
Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.
Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!
Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amen.

Noticias


"O verdadeiro poder é o serviço"
Mensagem do Papa Francisco no Twitter
CIDADE DO VATICANO, 19 de Março de 2013 (Zenit.org) - O Papa Francisco tuitou duas vezes ao final da missa de início do Ministério Petrino nesta terça-feira.
O primeiro Tweet do dia foi: “Guardemos Cristo na nossa vida, cuidemos uns dos outros, guardemos a criação com amor”.
A segunda mensagem enviada foi: “O verdadeiro poder é o serviço. O Papa deve servir a todos, especialmente aos mais pobres, aos mais fracos, aos mais pequeninos”.
Enquanto isso os followers da conta @pontefix, nas 9 línguas, subiram para 4 milhões. A conta oficial para seguir Sua Santidade Papa Francisco em português é: @Pontefix_pt.
Papa Francisco: vivam o desejo de cuidar uns dos outros
Por telefone, o papa fala aos fiéis reunidos em Buenos Aires às 4 da manhã para acompanhar o início do seu pontificado
ROMA, 19 de Março de 2013 (Zenit.org) - Reproduzimos a seguir a mensagem telefônica que o papa Francisco enviou a todos os fiéis reunidos nesta madrugada na Praça de Maio, em Buenos Aires, para acompanhar ao vivo, através de telões, a solene abertura do seu pontificado. É um resumo da sua homilia na praça de São Pedro.
"Queridos filhos, sei que estão reunidos na praça. Sei que estão rezando e fazendo orações; preciso muito delas. É tão lindo rezar! Obrigado por isso.
Quero lhes pedir um favor. Quero pedir que todos nós caminhemos juntos, cuidemos uns dos outros; cuidem-se entre vocês, não se machuquem, cuidem-se, cuidem da vida. Cuidem da família, cuidem da natureza, cuidem das crianças, cuidem dos idosos; que não exista ódio, que não exista briga. Deixem a inveja de lado, não prejudiquem ninguém. Dialoguem. Vivam o desejo de cuidar uns dos outros.
Que o seu coração vá crescendo e que vocês se aproximem de Deus. Deus é bom, sempre perdoa, compreende. Não tenham medo dele; ele é Pai. Aproximem-se dele. Que Nossa Senhora os abençoe muito. Não se esqueçam deste bispo que está longe, mas que os ama muito. Rezem por mim".
Papa Francisco telefonou a Bento XVI
Papa emérito festeja o seu onomástico, São José
ROMA, 19 de Março de 2013 (Zenit.org) - Hoje à tarde, pouco depois das 17h, o Papa Francisco telefonou ao Papa emérito, Bento XVI, para desejar-lhe os melhores votos por ocasião da festa de São José, seu onomástico, celebrada hoje. E manifestou ao Papa emérito sua gratidão e de toda a Igreja pelo seu serviço.
O Papa emérito Bento XVI acompanhou com grande interesse os eventos desses dias e especialmente a celebração de início do pontificado do Papa Francisco, nesta manhã, na Praça São Pedro, e garantiu ao seu sucessor sua proximidade contínua na oração.
A notícia divulgada pelo VIS informou que a conversa foi ampla e afável.