Pensamento do Dia

Dia 11 de novembro de 2013

"Quem ama, sofre: é lei essencial para a alma peregrina, o amor ainda não satisfeito é tormento, mas um docíssimo tormento".
(Padre Pio de Pietrelcina)

Santo de Hoje

SANTO DO DIA


São Martinho de Tours bispo (316-397)

11 de Novembro - São Martinho de Tours

Bastou o episódio do manto dividido em dois para abrigar contra o frio um mendigo encontrado à noite, quando estava de ronda, para torná-lo popular no decurso dos séculos. A vida de Martinho é constelada de gestos generosos.

Nascido na província romana da Panônia, o pai, militar, o encaminhou à mesma carreira em Pavia, para onde fora destinado. Martinho foi logo promovido ao grau de circitor, isto é, de ronda noturna, e foi durante este serviço que dividiu seu manto com o pobre friorento.

Recebeu o batismo na Páscoa de 339 e continuou a vida militar até os 40 anos. Depois da dispensa foi para Poitiers encontrar-se com o bispo Hilário, que o acolheu em sua diocese, ordenando-o exorcista e hospedando-o em uma vila um pouco distante, onde Martinho levou vida monacal, logo rodeado de discípulos.

Surgiu assim o primeiro mosteiro da Europa, em Ligugé. Realizava-se assim sua grande aspiração, expressa na juventude e contrariada pelo pai, obstinadamente pagão. Mas em Ligugé permaneceu apenas dez anos.

O bispo de Tours havia morrido, e os fiéis logo pensaram em Martinho. Não foi fácil convencê-lo; para vencer sua resistência, tiveram de recorrer a um estratagema: um certo Rusticus convidou-o a sua casa, para visitar a mulher enferma e tocá-la com as mãos. Martinho não pôde subtrair-se a um ato de caridade e foi. Mas no caminho um grupo de cristãos raptou-o e levou-o a Tours, onde a população o aclamou bispo. Isso também aconteceu a Ambrósio em Milão e a Agostinho em Hipona.

Martinho foi consagrado bispo em 4 de julho de 371. E foi um pastor zeloso e ativo, sobretudo um grande missionário, porque não se limitou a guiar seu rebanho e a servir de árbitro entre os cidadãos e as autoridades romanas. Percorreu os campos e as vilas e preparou seus sacerdotes para a missão, fundando em Mormutier o primeiro centro de formação missionária da Gália.

Ao findar o outono de 397, estava em visita pastoral em uma paróquia rural quando sentiu avizinhar-se a última hora. Estendeu-se sobre uma rude mesa recoberta de cinzas e em oração esperou a morte, que chegou em 8 de novembro. No dia 11 de fevereiro realizaram-se as exéquias em Tours, onde foi colocado em uma simples tumba. Contra esta se enfureceram os huguenotes que, em 25 de maio de 1562, queimaram os restos mortais do grande bispo.

Noticias da Igreja

Pecadores, sim. Corruptos, não! A missa na Casa Santa Marta



Cidade do Vaticano (RV) – Quem não se arrepende e “faz de conta que é cristão”, prejudica a Igreja. Foi o que disse o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta.

Em sua homilia, o Papa refletiu sobre a exortação do Senhor a perdoar o irmão arrependido, de que fala o Evangelho de hoje. Quando Jesus pede para perdoar sete vezes ao dia – observou - “faz um retrato de si mesmo”. Jesus perdoa, mas neste trecho evangélico diz também: “Hai daquele que produz escândalos”. O Pontífice então questiona: qual a diferença entre pecar e escandalizar?

A diferença é quem peca e se arrepende, pede perdão, se sente fraco, se sente filho de Deus, se humilha, e pede a Jesus a salvação. Mas quem escandaliza não se arrepende. Continua a pecar, mas faz de conta que é cristão: uma vida dupla. E a vida dupla de um cristão provoca muitos danos. 
Quem escandaliza – disse ainda Francisco – com uma mão ajuda a Igreja e, com a outra, rouba do Estado, rouba dos pobres... Esta pessoa é injusta, disse o Papa. E esta pessoa merece, como diz Jesus, que lhe amarrem uma pedra de moinho no pescoço e a joguem ao mar.

“Aqui não se fala de perdão”, advertiu o Santo Padre, pois quem faz vida dupla é um corrupto e está preso num estado de suficiência, “não sabe o que é a humildade”.

Jesus falava deles como de um “sepulcro caiado”, ou seja, externamente belos, mas podres por dentro.

Todos nós conhecemos alguém que está nesta situação e quanto mal faz à Igreja! Cristãos corruptos, padres corruptos... Quanto mal provocam à Igreja! Porque não vivem no espírito do Evangelho, mas no espírito mundano.
Na Carta aos cristãos de Roma, São Paulo dizia para não entrar nos esquemas, nos parâmetros deste mundo – esquemas que levam à vida dupla:

Uma podridão vernizada: esta é a vida do corrupto. E Jesus não os chamava simplesmente de pecadores, mas de “hipócritas”. Com os outros, os pecadores, Jesus não se cansa de perdoar, com a condição de que não façam esta vida dupla. Peçamos hoje a graça ao Espírito Santo de nos reconhecer pecadores. Pecadores sim, corruptos não.

Evangelho do Dia

Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013.
Santo do dia: São Martinho de Tours, Bispo; Beata Alice Kotowska, virgem e mártir
Cor litúrgica: branco
Evangelho do dia: São Lucas 17, 1-6
Primeira leitura: Sabedoria 1, 1-7
Início do livro da Sabedoria:

1Amai a justiça, vós que governais a terra; tende bons sentimentos para com o Senhor e procurai-o com simplicidade de coração. 2Ele se deixa encontrar pelos que não exigem provas, e se manifesta aos que nele confiam. 3Pois os pensamentos perversos afastam de Deus; e seu poder, posto à prova, confunde os insensatos. 4A Sabedoria não entra numa alma que trama o mal nem mora num corpo sujeito ao pecado. 5O espírito santo, que a ensina, foge da astúcia, afasta-se dos pensamentos insensatos e retrai-se quando sobrevém a injustiça. 6Com efeito, a Sabedoria é o espírito que ama os homens, mas não deixa sem castigo quem blasfema com seus próprios lábios, pois Deus é testemunha dos seus pensamentos, investiga seu coração segundo a verdade e mantém-se à escuta da sua língua; 7porque o espírito do Senhor enche toda a terra, mantém unidas todas as coisas e tem conhecimento de tudo o que se diz.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 138 (139)

- Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos.

R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

- A palavra nem chegou à minha língua, e já, Senhor, a conheceis inteiramente. Por detrás e pela frente me envolveis; pusestes sobre mim a vossa mão. Esta Verdade é por demais maravilhosa, é tão sublime que não posso compreendê-la.

R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

- Em que lugar me ocultarei de vosso espírito? E para onde fugirei de vossa face? Se eu subir até os céus, ali estais; se eu descer até o abismo, estais presente.

R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

- Se a aurora me emprestar as suas asas, para eu voar e habitar no fim dos mares; mesmo lá vai me guiar a vossa mão e segurar-me com firmeza a vossa destra.
R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 17, 1-6

- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- Como astros no mundo brilheis, pregando a palavra da vida! (Fl 2, 15s)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:

Naquele tempo: 1Jesus disse a seus discípulos: 'É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz escândalos! 2Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos. 3Prestai atenção: se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. 4Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: 'Estou arrependido', tu deves perdoá-lo.' 5Os apóstolos disseram ao Senhor: 'Aumenta a nossa fé!' 6O Senhor respondeu: 'Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: 'Arranca-te daqui e planta-te no mar', e ela vos obedeceria.

- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor

Papa reza pelas Vítimas em Filipinas

Papa reza no Angelus pelas vítimas do tufão nas Filipinas



Cidade do Vaticano (RV) - O Santo Padre, após a oração mariana do Angelus, recordou as populações das Filipinas e região que foram atingidas pelo tufão Haiyan-Yolanda. O Papa pediu aos fiéis na Praça São Pedro para que rezassem um minuto em silêncio pelas vítimas e depois todos juntos rezaram a Ave Maria.

"Infelizmente, as vítimas são muitas e enormes os danos. Rezemos por esses nossos irmãos e irmãs, e façamos chegar a eles a nossa ajuda concreta."

O Papa Francisco lembrou que hoje em Paderborn, na Alemanha, será proclamada Beata Maria Teresa Bonzel, fundadora das Irmãs Franciscanas Pobres da Adoração Perpétua, que viveu no século XIX. A Eucaristia era a fonte de onde ela tirava a energia espiritual, para se dedicar com incansável caridade aos pobres.

O pontífice lembrou os setenta e cinco anos da "Kristallnacht" (Noite dos Cristais), recordado neste domingo:

"A violência da noite entre 9 e 10 de novembro de 1938 contra os judeus, sinagogas, casas e lojas marcou um triste passo rumo ao Holocausto. Renovemos o nosso apoio e solidariedade ao povo judeu, nossos irmãos mais velhos, e peçamos a Deus para que a memória do passado, a memória dos pecados passados nos ajude a estar sempre vigilantes contra todas as formas de ódio e intolerância."

O Santo Padre recordou ainda que neste domingo, celebra-se na Itália o Dia de Ação de Graças. "Uno minha voz à voz dos bispos para manifestar minha proximidade ao mundo agrícola, especialmente aos jovens que escolheram trabalhar a terra. Encorajo aqueles que trabalham para que não falte a ninguém uma alimentação saudável e adequada", sublinhou.

O Papa Francisco saudou os peregrinos que vieram dos Estados Unidos, Taiti e vários outros países, as famílias, grupos paroquiais e associações, em particular os fiéis das Dioceses da Liguria, Itália, acompanhados pelo Cardeal Angelo Bagnasco e outros bispos da região. Saudou também os jovens das Pontifícias Obras Missionárias. (MJ)

Evangelho do Dia

Domingo, 10 de Novembro de 2013.
Santo do dia: São Leão Magno, Papa e Doutor da Igreja; Santos Narsete, Bispo e José, mártires
Cor litúrgica: verde
Evangelho do dia: São Lucas 20, 27-38 ou 27.34-38
Primeira leitura: Macabeus 7, 1-2.9-14
Leitura do segundo livro dos Macabeus:

Naqueles dias: 1Aconteceu que foram presos sete irmãos, com sua mãe, aos quais o rei, por meio de golpes de chicote e de nervos de boi, quis obrigar a comer carne de porco, que lhes era proibida. 2Um deles, tomando a palavra em nome de todos, falou assim: 'Que pretendes? E que procuras saber de nós? Estamos prontos a morrer, antes que violar as leis de nossos pais'. 9O segundo, prestes a dar o último suspiro, disse: 'Tu, ó malvado, nos tiras desta vida presente. Mas o Rei do universo nos ressuscitará para uma vida eterna, a nós que morremos por suas leis'. 10Depois deste, começaram a torturar o terceiro. Apresentou a língua logo que o intimidaram e estendeu corajosamente as mãos. 11E disse, cheio de confiança: 'Do Céu recebi estes membros; por causa de suas leis os desprezo, pois do Céu espero recebê-los de novo'. 12O próprio rei e os que o acompanhavam ficaram impressionados com a coragem desse adolescente, que considerava os sofrimentos como se nada fossem. 13Morto também este, submeteram o quarto irmão aos mesmos suplícios, desfigurando-o. 14Estando quase a expirar, ele disse: 'Prefiro ser morto pelos homens tendo em vista a esperança dada por Deus, que um dia nos ressuscitará. Para ti, porém, ó rei, não haverá ressurreição para a vida!'

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 16 (17)

- Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios!

R: Ao despertar, me saciará vossa presença e verei a vossa face!

- Os meus passos eu firmei na vossa estrada, e por isso os meus pés não vacilaram. Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me!

R: Ao despertar, me saciará vossa presença e verei a vossa face!

- Protegei-me qual dos olhos a pupila e guardai-me, à proteção de vossas asas. Mas eu verei, justificado, a vossa face e ao despertar me saciará vossa presença.

R: Ao despertar, me saciará vossa presença e verei a vossa face!
Segunda leitura: Tessalonicenses 2, 16-3, 5
Leitura da segunda carta de São Paulo aos Tessalonicenses:

Irmãos: 16Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou em sua graça e nos proporcionou uma consolação eterna e feliz esperança, 17animem os vossos corações e vos confirmem em toda boa ação e palavra. 3,1Quanto ao mais, irmãos, rezai por nós, para que a palavra do Senhor seja divulgada e glorificada como foi entre vós. 2Rezai também para que sejamos livres dos homens maus e perversos pois nem todos têm a fé! 3Mas o Senhor é fiel; ele vos confirmará e vos guardará do mal. 4O Senhor nos dá a certeza de que vós estais seguindo e sempre seguireis as nossas instruções. 5Que o Senhor dirija os vossos corações ao amor de Deus e à firme esperança em Cristo.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 20, 27-38 ou 27.34-38

- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- Jesus Cristo é o primogênito dos mortos; a ele a glória e o domínio para sempre! (Ap 1, 5s)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:

Naquele tempo: 27Aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28e lhe perguntaram: 'Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. 29Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. 30Também o segundo 31e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela.' 34Jesus respondeu aos saduceus: 'Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor de 'o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó'. 38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele.'

- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor

Papa Francisco

Papa no Angelus: "A vida eterna é outra vida que supera a nossa imaginação"



Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus deste domingo, 10 de novembro, da janela da residência pontifícia, no Vaticano, com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

O Evangelho deste domingo nos apresenta Jesus lidando com os saduceus que negavam a ressurreição e sobre esse tema eles fazem uma pergunta a Jesus, para colocá-lo em dificuldade e ridicularizar a fé na ressurreição dos mortos. Eles lhe propuseram um caso imaginário:

"Uma mulher tinha tido sete maridos, mortos um após o outro. Os saduceus perguntam a Jesus: De quem a mulher será esposa depois de sua morte? Jesus, sempre manso e paciente, primeiro responde que a vida depois da morte não tem os mesmos parâmetros que a vida terrena. A vida eterna é outra vida, numa outra dimensão em que não haverá matrimônio, que está ligado à nossa existência neste mundo. Os ressuscitados, disse Jesus, serão como anjos e viverão num estado diferente, que agora não podemos experimentar e nem imaginar."

Depois Jesus passa ao contra-ataque e "o faz citando a Sagrada Escritura, com uma simplicidade e originalidade que nos deixam cheios de admiração pelo nosso Mestre, o único Mestre! A prova da ressurreição Jesus a encontra no episódio de Moisés e da sarça ardente onde Deus se revela como o Deus de Abraão, Isaac e Jacó. O nome de Deus está ligado aos nomes de homens e mulheres aos quais Ele se liga. Essa ligação é mais forte que a morte", disse o Santo Padre que acrescentou:

"É por isso que Jesus afirma: "Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele. Esta é uma ligação decisiva, a aliança fundamental, aliança com Jesus. Ele é a Aliança. Ele é a vida e a ressurreição, porque com o seu amor crucificado venceu a morte. Em Jesus, Deus nos doa a vida eterna, doa a todos, e todos graças a Ele possuem a esperança de uma vida ainda mais verdadeira do que esta. A vida que Deus nos prepara não é um simples embelezamento desta atual: ela supera a nossa imaginação, porque Deus nos surpreende continuamente com o seu amor e sua misericórdia."

O que vai acontecer é exatamente o contrário do que esperavam os saduceus. "Esta vida não é referência para a eternidade, para a outra vida que nos espera, mas é a eternidade que ilumina e dá esperança à vida terrena de cada um de nós! Se olharmos apenas com os olhos humanos, tendemos a dizer que o caminho do homem vai da vida para a morte", frisou o pontífice.

"Jesus inverte essa visão e afirma que a nossa peregrinação vai da morte para a vida: a vida plena! Nós estamos em caminho, em peregrinação para a vida plena e essa vida plena ilumina o nosso caminho! A morte está atrás, não diante de nós. Diante de nós está o Deus dos vivos, está a derrota definitiva do pecado e da morte, o início de um novo tempo de alegria e de luz infinita. Mas mesmo nesta terra, na oração, nos sacramentos e na fraternidade, encontramos Jesus e seu amor, e assim podemos saborear algo da vida eterna. A experiência que fazemos de seu amor e sua fidelidade se acendem como um fogo em nosso coração e aumenta a nossa fé na ressurreição. Se Deus é fiel e ama não pode ser a tempo limitado. Ele sempre é fiel, segundo o seu tempo, que é a eternidade," concluiu o Santo Padre. (MJ)

Pensamento do Dia

 Domingo, 10 DE NOVEMBRO

“É preciso pedir-te mais: porque podes dar mais, e deves dar mais. Pensa nisso.” 
São José Maria Escriva de Balaguer (1902-1975)

Noticias

Pesar do Santo Padre pelas vítimas do tufão nas Filipinas



Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco manifestou seu pesar, neste sábado, pelas vítimas do supertufão Haiyan-Yolanda que atingiu as Filipinas, nesta sexta-feira, causando pelo menos 10 mil mortos na província de Leyte, no centro do país, segundo um alto funcionário da polícia, citando o governador.

O Santo Padre foi informado sobre a trágica situação que a nação está vivendo e num tuíte em inglês manifesta sua proximidade aos filipinos e pede para rezar pelas vítimas: "Peço a todos para que rezem comigo pelas vítimas do tufão Haiyan-Yolanda, especialmente nas Filipinas".

A localidade mais afetada é Tacloban. O Haiyan teria arrasado entre 70% a 80% da cidade de Tacloban, capital da província de Leyte.

O Haiyan é esperado neste momento no Vietnã, onde as autoridades já evacuaram cerca de 600 mil pessoas. (MJ


LEVAR CRISTO A SÉRIO

Levar a sério Jesus Cristo. Não podemos ser cristãos pela metade
Em Santa Marta, o Papa alerta para a atitude do digo que sou cristão, mas vivo como pagão " e exorta a levar adiante a santificação realizada por Cristo em nós com obras de justiça

Além da Igreja e da Cúria, se existe uma "reforma" que o Papa Francisco está implementando é a da consciência do povo de Deus, alertando, através das homilias diárias em Santa Marta, sobre as tentações e clichês com os quais o cristão corre o risco de se afastar de Cristo.
Também na missa celebrada hoje, no Vaticano, o Santo Padre foi peremptório: "Não é possível ser cristão de meio caminho". Há um antes e um depois de Jesus, ou seja, um momento inicial, sujo pelo pecado e pela injustiça, e depois, a "recriação" operada por Jesus. E nós, enquanto batizados, devemos "levar a sério" a estrada traçada por Cristo com as gotas de seu sangue, e leva-la adiante com obras de santidade.
São Paulo, na Carta aos Romanos, usa essa lógica do "antes e depois" de Jesus, para explicar o mistério da nossa redenção. "Nós fomos refeitos em Cristo!" -disse Francisco-. "O que Cristo fez por nós é uma recriação: o sangue de Cristo nos recriou". Se antes "toda a nossa vida, nosso corpo, nossa alma, nossos hábitos estavam na estrada do pecado, da iniquidade, após esta recriação devemos fazer um esforço de caminhar na estrada da justiça, da santificação".
No momento em que recebemos o Batismo -disse o Papa- "nossos pais em nosso nome fizeram um Ato de fé: "Creio em Jesus Cristo, que nos perdoou os pecados". Esta fé, portanto, devemos "levar adiante com o nosso modo de vida", realizando "obras para a santificação” que renovam “a primeira santificação que todos nós recebemos no Batismo".
"Realmente nós somos fracos e, muitas vezes, cometemos pecados, imperfeições” –e observou o Santo Padre- "este é o caminho da santificação?". Depende. "Se você se acostuma: 'Minha vida é um pouco assim, mas eu acredito em Jesus Cristo, mas vivo como eu quero; isso não te santifica, e não está bem! É uma contradição!" -advertiu o Papa-. Ao contrário, “se você disser: Eu sou mesmo um pecador, eu sou fraco e vai dizer ao Senhor: "Mas Senhor, o Senhor tem a força, dá-me a fé! O Senhor pode curar-me!" E, no Sacramento da Reconciliação se deixa curar, até mesmo nossas imperfeições servem neste caminho de santificação”.
O verdadeiro problema - comentou Bergoglio - é que precisamos "levar a sério" o caminho para a santidade que Cristo nos indicou. A primeira maneira é fazer obras de justiça: nem milagres, nem atos heroicos, mas "obras simples" como "adorar a Deus" e "ajudar os outros". Ou seja, as obras que “Jesus fez: obras de justiça, obras de recriação". "Quando damos comida a quem tem fome" -acrescentou o Papa- "recriamos nele a esperança". Se, ao invés, "aceitamos a fé e depois não a vivemos, somos cristãos apenas na memória”.
"Sem esta consciência do antes e depois da qual Paulo nos fala, nosso cristianismo não serve para ninguém!" -afirmou o Santo Padre-. Corre-se o risco de desviar do caminho de santidade para o atalho da hipocrisia, do “me digo cristão, mas vivo como pagão". Desta forma, “nos tornamos cristãos de meio caminho”, cristãos “mornos" que não levam a sério o fato de que "somos santos, justificados, santificados pelo sangue de Cristo”.
O Papa insistiu: "Devemos deixar tudo o que nos afasta de Jesus Cristo e refazer tudo do início: Tudo é novidade em Cristo!”. Não é impossível – encoraja o Papa- "é possível fazer": fez São Paulo e tantos outros santos, até mesmo aqueles anônimos que vivem o cristianismo seriamente".
Francisco concluiu sua homilia com uma pergunta: "Queremos viver o cristianismo seriamente? Queremos levar adiante esta recriação?". Se assim for –exortou- “peçamos a São Paulo que nos dê a graça de viver seriamente como cristãos, de acreditar que fomos realmente santificados pelo sangue de Jesus Cristo”.

PENSAMENTO DO DIA

Sexta- FEIRA, 25 DE OUTUBRO

"O mais leve movimento de uma alma animada de puro amor é mais proveitoso à Igreja do que todas as demais obras reunidas."  São João da Cruz (1542-1591)

Igreja e o Mundo

Egito: ataques contra igrejas



Cairo (RV) - Durante o ataque terrorista que no último domingo provocou a morte de quatro pessoas - incluindo uma menina de 9 anos e uma garota de 12 - e ferindo 18 convidados a um matrimônio copta, os policiais que deveriam tomar conta da igreja durante a cerimônia estavam ausentes. Isto foi confirmado a fontes da imprensa egípcia pelo pessoal da igreja, fornecendo novos motivos para intolerância contra as forças de segurança que já circulam em alguns ambientes cristãos.

Na quarta-feira, 23, os militantes da União Juvenil Maspero - grupo de jovens ativistas expressão da comunidade copta ortodoxa – cancelaram a manifestação de protesto convocada após o massacre para não fornecer um pretexto para ações provocatórias fomentadas por “infiltrados”, mas, ao mesmo tempo, durante os encontros com representantes do Governo, pediram a remoção do Ministro do Interior, Mohamed Ibrahim, por sua incapacidade de proteger os cristãos.
Enquanto isso, o Sacerdote copta ortodoxo Thomas Daoud Ibrahim, Pároco da igreja atingida pelo ataque terrorista, confirmou que entre os feridos há alguns membros da Irmandade Muçulmana, convidados ao casamento, e que os membros do movimento islâmico participaram no resgate dos feridos depois do atentado. (SP)



Atualidades da Igreja

Malásia: "cristãos em Bornéo podem dizer Alá"



Kota Kinabalu (RV) - O Primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, disse que os cristãos de Bornéo, Malásia, ou seja, aqueles que residem nos Estados de Sabah e Sarawak - podem continuar a usar o termo "Alá" durante as orações. Conforme relatado à Agência Fides, a declaração pública de Razak, em visita ao Estado de Sabah, pretende por fim aos boatos espalhados na sociedade, depois da sentença do Tribunal de Recurso, em Kuala Lumpur, na polêmica com o semanário católico "Herald". A sentença estabeleceu a proibição do uso da palavra "Alá" para o jornal cristão.

O Primeiro-ministro afirmou que a decisão do Tribunal de Recurso não tem impacto sobre o culto dos cristãos nos dois estados, acrescentando que seu governo pretende respeitar o Memorando de Entendimento sobre os 10 pontos elaborados em 2011, que encontraram soluções práticas para o problema. Razak pediu "para não politizar a questão", que significa "brincar com fogo", sublinhando a importância da paz e harmonia, que se constrói "através das boas relações entre todas as comunidades religiosas".

O governo da província de Sarawak confirmou a legitimidade para os cristãos locais de usar a palavra "Alá" nos ritos e na Bíblia. A Associação de Igrejas em Sarawak concordou, dizendo que "a proibição seria para nós um duro golpe para a liberdade religiosa". Sobre o fato se expressou novamente Dom Murphy Pakiam, Arcebispo de Kuala Lumpur e Presidente da Conferência Episcopal da Malásia, lembrando que "os três juízes foram seriamente desinformados" em afirmar na sentença que "a palavra Alá não é essencial ou não é parte integrante do cristianismo".

Numa nota enviada à Fides, Dom Pakiam lembra o primeiro artigo do "Credo" , onde se lê "Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso", afirmando que "um cristão não pode modificar de alguma forma a sua profissão de fé, caso contrário, cai na heresia". E, para traduzir "único Deus" no idioma malaio, não há outra palavra que "Alá". Proibir o uso, explicou, é "uma negação grave de um direito fundamental da comunidade cristã autóctone". Nos estados de Sabah e Sarawak, onde vivem 1,6 milhões de cristãos nativos, a maioria das igrejas e capelas conduz liturgias e catequeses em "Bahasa Malásia". A Igreja Católica confirmou que, sobre o caso, recorrerá ao Tribunal Federal.(SP)

Novas Ordenações

Episcopado é serviço, não honra: diz o Papa na ordenação episcopal de Dom Gloder e Dom Speich



Cidade do Vaticano (RV) - Amem os presbíteros e os diáconos, os pobres e os indefesos e velem com amor pelo rebanho inteiro. Foram algumas das exortações feitas na tarde desta quinta-feira pelo Papa Francisco durante a missa – na Basílica de São Pedro – de ordenação episcopal do presidente da Pontifícia Academia Eclesiástica, Dom Giampiero Gloder, e do núncio apostólico na República de Gana, Dom Jean-Marie Speich. O Santo Padre leu o texto da homilia ritual, prevista no Pontifical Romano para o rito da Ordenação episcopal, fazendo espontaneamente alguns acréscimos.

Papa: "Quereis pregar, com fidelidade e perseverança, o Evangelho de Cristo?"

Eleitos: "Sim, quero!"

Seguindo a antiga tradição dos santos padres, essas e outras perguntas foram dirigidas aos dois ordenandos, antes da homilia da celebração.

Os bispos, "custódios e dispensadores dos ministérios de Cristo" – disse o Papa Francisco –, são chamados a seguir o exemplo do Bom Pastor e a servir ao povo de Deus.

Como se recorda no Pontifical Romano, ao bispo "compete mais o servir do que o dominar":

"De fato, Episcopado é o nome de um serviço, não de uma honra. Sempre em serviço, sempre a serviço."

Após exortar a anunciar a Palavra em toda ocasião, oportuna e inoportuna – como se lê no Pontifical Romano –, o Santo Padre recordou a centralidade da oração:

"Um bispo que não reza é um bispo na metade do caminho. E se não reza ao Senhor acaba no mundanismo."

O serviço alimentado pela Palavra – acrescentou o Pontífice – deve ser orientado pelo amor:

"Amem, amem com amor de pai e de irmão todos aqueles que Deus lhes confiou. Em primeiro lugar, amem os presbíteros e os diáconos. São seus colaboradores, são, para vocês, os mais próximos dos próximos. Jamais façam um presbítero esperar, esperar uma audiência, respondam imediatamente. Estejam próximos deles. Mas amem também os pobres, os indefesos e aqueles que precisam de acolhimento e de ajuda. Tenham grande atenção por aqueles que não pertencem ao único rebanho de Cristo, porque também estes lhes foram confiados no Senhor. Rezem muito por eles."

Além de servir e amar, os bispos são chamados a velar "pelo rebanho inteiro", em nome do Pai, de seu Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo que dá vida à Igreja, concluiu o Papa Francisco. (RL)



Papa Francisco

Homilia do Papa em Santa Marta: "Reconhecer-se pecador é uma graça"



Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre celebrou, na manhã desta sexta-feira, na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, uma Santa Missa, durante a qual fez uma breve homilia.

Em sua reflexão matutina, o Papa falou sobre o Sacramento da Reconciliação, onde “o cristão luta contra o mal, mediante a confissão sincera de seus pecados”. De fato, confessar-se é ir ao encontro do amor de Jesus, com sinceridade de coração e com transparência.

Para muitos fiéis adultos, explicou o Pontífice, confessar-se diante de um sacerdote é um grande esforço, que, às vezes, pode levar à exclusão da prática do Sacramento. E acrescentou:

Esta é a luta do cristão; é a nossa luta de todos os dias. E nós, nem sempre temos a coragem de falar como São Paulo sobre esta luta, Sempre buscamos um meio para justificar-nos. Mas, se nós não reconhecermos que somos pecadores, não podemos obter o perdão de Deus. Esta é uma realidade que nos torna escravos, necessitados da força de libertação do Senhor”.
A confissão dos pecados, feita com humildade, disse o Pontífice, é o que a Igreja nos pede. Confessar os pecados não é ir a uma sessão de psiquiatria e nem ir a um encontro de tortura. É simplesmente reconhecer-se pecador diante do Senhor e diante dos irmãos; é confessar as próprias faltas concretamente, com a simplicidade de uma criança. Reconhecer-se pecador, concluiu Papa Francisco, é uma graça! (Sic-MT)

Evangelho

Reflexão do Evangelho de Domingo – 22 de Setembro


Reflexão do Evangelho de Domingo – 22 de Setembro

Lc 16, 1-13: Parábola do administrador infiel

        
         As parábolas colocam o ouvinte diante de uma corajosa decisão, a de deixar toda hesitação e abandonar-se à novidade anunciada por Jesus. É o sentido da presente parábola. Ao louvar o administrador desonesto, Jesus não está incentivando a desonestidade, mas quer, simplesmente, destacar a habilidade, demonstrada por ele, diante de uma situação nova: sua iminente despedida. Sem se deixar levar por sentimentos, o administrador toma medidas urgentes, que não podem ser adiadas. Ele reúne os devedores e pergunta-lhes: “Quanto deves ao meu senhor? Cem barris de óleo. Senta-te e escreve depressa cinquenta. A outro, ele disse: toma tua conta e escreve oitenta”. Com efeito, surpreendido no ato de fraude, ele altera as contas do proprietário para, assim, garantir o seu futuro. Sua preocupação é granjear amigos que o acolham mais tarde.

         Sem emitir qualquer julgamento de valor sobre a moralidade do ato praticado, Jesus deseja que seus ouvintes, também eles, tomem medidas radicais diante da novidade de sua presença e de sua mensagem, pois quem se prende ao modo antigo de pensar, sentir e agir não pode segui-lo. A parábola contém um forte apelo para que todos abram seu coração e sua mente e se deixem invadir pela luz divina, que, em Jesus, irrompeu em nosso mundo. Ao mostrar a presença de Deus nas realidades do cotidiano, a parábola desloca o centro de gravidade da nossa vida: não mais o nosso Eu, mas sim o amor de Deus, fonte de um novo modo de viver. Com a vinda de Jesus realiza-se o Reino de Deus, embora, ao longo da história, ele ainda esteja por vir.

         No final do relato, a reprovação do Senhor torna-se explícita e bem clara, ao situar o administrador infiel entre os “filhos do mundo”, contrapostos aos “filhos da luz”. A palavra “mundo” designa aquele que se fecha à luz, isto é, à Palavra de Deus, tornando vigoroso o apelo dirigido aos “filhos da luz” para que, em sua vida espiritual, eles superem os “filhos do mundo”, sagazes em matéria terrena. Se as decisões destes têm consequências temporais, as dos “filhos da luz” terão repercussão eterna, o que leva S. Agostinho a dizer: “O administrador infiel provia uma vida que deve terminar. E tu não queres prover aquela que é eterna?” De fato, somos convocados a conquistar amigos, que nos acolham na glória eterna, em consonância com as palavras de S. Ambrósio, para quem “os peitos dos pobres, as casas das viúvas, as bocas das crianças são os celeiros que permanecem na eternidade”.
 

Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM

Palavras do Papa

Papa Francisco: "O dinheiro adoece a fé e leva à vaidade e à soberba"



Cidade do Vaticano (RV) – o dinheiro adoece o pensamento e a fé, e nos faz seguir outro caminho. Foi o que destacou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta.

“Não se pode servir a Deus e ao dinheiro: o Papa desenvolveu sua homilia partindo das palavras de São Paulo sobre a relação entre o caminho de Jesus Cristo e o dinheiro. Há algo na atitude de amor pelo dinheiro que nos afasta de Deus. Existem muitas doenças, pecados, mas Jesus insiste muito nisso: a avidez pelo dinheiro, de fato, é a raiz de todos os males. Tomados por este desejo, alguns desviaram da fé e acabaram encontrando muitos tormentos:

“O dinheiro também adoece o pensamento, a fé, e leva para outro caminho. Palavras ociosas, discussões inúteis… Disso nascem as invejas, as brigas, as difamações, as suspeitas, os conflitos de homens corruptos na mente e privados da verdade, que consideram a religião como fonte de renda. Eu sou católico, vou a missa, porque me dá um certo status. Sou bem visto… mas no fundo faço meus negócios… O dinheiro corrompe! Não há saída”.

Quem escolhe o caminho do dinheiro, acrescentou, no fim acaba se corrompendo. O dinheiro tem esta sedução. E Jesus é firme sobre este assunto:

Não se pode servir a Deus e ao dinheiro. Não dá: ou um ou outro! Isso não é comunismo, eh! Isso é Evangelho puro! Estas são as palavras de Jesus! O que acontece com o dinheiro? O dinheiro oferece um certo bem-estar no início. Isso é bom, mas depois faz com que você se sinta um pouco importante, e chega a vaidade. Lemos isso no Salmo. Essa vaidade que não serve, mas que faz sentir uma pessoa importante: esta é a vaidade, que depois leva à soberba e ao orgulho. São três degraus: a riqueza, a vaidade e o orgulho”.

“Ninguém pode se salvar com o dinheiro. Todavia, o diabo sempre usa este caminho de tentações: a riqueza para sentir-se autossuficiente; a vaidade para se sentir importante; e, por fim, o orgulho, a soberba, que é justamente a sua linguagem”:

“‘Mas, Padre, eu leio os Dez Mandamentos e ninguém fala do dinheiro. Contra qual Mandamento se peca quando alguém faz uma ação por dinheiro?’. Contra o primeiro! Pecado de idolatria! Eis o porquê: porque o dinheiro se torna ídolo e é cultuado! E por isso Jesus nos diz que não se pode servir ao ídolo e ao Deus Vivo: um ou outro. Os primeiros Padres da Igreja – falo do século terceiro, mais ou menos ano 200, 300 – diziam uma palavra forte: ‘O dinheiro é o esterco do diabo’. Porque nos faz idolatrar e adoece a nossa mente com o orgulho, e nos torna maníacos de questões ociosas e nos afasta da fé, corrompe”.
São Paulo, finalizou o Pontífice, nos diz para evitar essas coisas, mas de tender “à justiça, à piedade, à fé e à caridade”. E também à paciência, “contra a vaidade e o orgulho”, e à mansidão. Este, afirmou o Papa, é o caminho de Deus, e não aquele poder idolátrico que o dinheiro pode dar. A estrada para servir a Deus é a humildade. “Que o Senhor nos ajude a não cair na armadilha da idolatria do dinheiro.”

Santa do Dia



                                         20 de Setembro - Santa Cândida





A primeira referência sobre santa Cândida foi encontrada no calendário da Igreja de Córdoba e em alguns documentos da antiga Galícia, ambas na Espanha. Mas foi pela tradição cristã do povo napolitano, na Itália, que se concluiu a história desta santa.

A vida cristã de Cândida iniciou quando ela foi convertida, segundo essa tradição, pelo próprio apóstolo Pedro, de passagem por Nápoles. Naquela época, o apóstolo, com destino a Roma, atravessou Nápoles, onde a primeira pessoa que encontrou na estrada foi a pequena Cândida. Percebeu, imediatamente, que a pobre criança estava doente. Parou e perguntou-lhe se conhecia a palavra de Jesus Cristo. Diante da negativa e em seu ardor de levar a mensagem do Evangelho, Pedro falou-lhe da Boa-Nova, da fé e da religião dos cristãos; curou-a dos males que sofria e a converteu em Cristo.

Assim, Cândida foi colhida pela luz de Deus e curada do físico e da alma. Chegou em casa falando sobre o cristianismo e contando tudo o que o apóstolo Pedro lhe dissera. Muito intrigado e confuso, Aspreno, um parente que a criava, saiu para procurá-lo. Quando se encontraram, com muito zelo Pedro converteu também Aspreno, que o hospedou em sua modesta casa por alguns dias. O apóstolo acabou por catequizar os dois e, em seguida, batizou-os e ministrou-lhes a primeira eucaristia durante a celebração da santa missa. Esse local recebeu o nome de "Ara Petri", que significa Altar de Pedro. Depois, antes de partir, o apóstolo consagrou Aspreno primeiro bispo de Nápoles e pediu para a pequena Cândida continuar com a evangelização, salvando as almas para Nosso Senhor Jesus Cristo.

Aquele lugar onde fora celebrada a santa missa por são Pedro tornou-se de grande veneração por Cândida. Ela deixou seu lar com todos os confortos, preferindo passar seus dias numa gruta escura nas proximidades de "Ara Petri", onde vivia em penitência e oração, catequizando e convertendo muitos pagãos. Após alguns anos, o número de cristãos havia aumentado muito. Por isso, quando o imperador romano ordenou as perseguições contra a Igreja, os convertidos foram obrigados a fugir ou esconder-se. Então, o bispo Aspreno embarcou Cândida, junto com outros cristãos, com destino a Cartago, no norte da África, tentando mantê-los a salvo da implacável perseguição, mas não conseguiu. Foram alcançados, presos e torturados. Cândida foi levada a julgamento e condenada à morte porque se negou a renunciar à fé em Cristo.

No Martirológio Romano, encontramos registrado que a virgem e mártir cristã Cândida morreu no Anfiteatro dos martírios de Cartago, no dia 20 de setembro. Suas relíquias, encontradas nas Catacumbas de Priscila, agora estão guardadas na igreja Santa Maria dos Milagres, em Roma.

Muitos séculos mais tarde, pesquisas arqueológicas feitas na cidade de Nápoles encontraram no local "Ara Petri" um antigo cemitério de cristãos. O fato colocou ainda mais devoção sobre a figura de santa Cândida, eleita pelos fiéis como padroeira das famílias e dos doentes. Ela recebe, no dia 20 de setembro, as tradicionais homenagens litúrgicas confirmadas pela Igreja.

Atualidade

Ex-luterano, agora beneditino, é ordenado sacerdote no Monte Sião
O pe. Nikodemus recebeu a ordem sagrada no último domingo, 15 de setembro, das mãos de dom William Shomali

Quando jovem, o pe. Nikodemus estava longe de imaginar que seria ordenado sacerdote da Abadia da Dormição. De origem alemã, ele nasceu numa família luterana. Aos 13 anos, junto com a mãe, converteu-se à Igreja Católica. O convite do Senhor a uma vocação monacal na Terra Santa ecoou desde aqueles tempos e o agora pe. Nikodemus entrou na abadia alemã do Monte Sião.
Acompanhado pela mãe, por muitos amigos alemães e por muitos religiosos da Terra Santa, Nikodemus recebeu a imposição das mãos e a unção com o santo crisma das mãos do bispo dom Shomali. Ele tinha feito a profissão solene em 2004 e fora ordenado diácono em 2009.
Na homilia, dom Shomali pediu do jovem padre muita atenção à tarefa que estava prestes a receber. É uma tarefa dupla: "santificar o povo cristão" e fazê-lo "em conformidade com o mistério da cruz do Senhor".
O pe. Nikodemus celebrou a primeira missa e assistiu ao concerto de canto gregoriano oferecido pelo Consortium Vocale Oslo na igreja de Santa Ana, em 16 setembro. Os oito coristas, sob a direção de Alexander Schweitzer, já tinham cantado para o pe. Nikodemus na sua ordenação e primeira missa.

O novo sacerdote permanece no mosteiro da Dormição, onde uma das suas missões é concluir o doutorado em teologia.

Palavras do Papa

A dor do Papa pelas vítimas de furacão no México



Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco se disse “profundamente triste” pelas dramáticas conseqüências que estão causando no México o furacão “Ingrid” e a tempestade tropical “Manuel”: até agora, pelo menos 80 pessoas perderam a vida, e 58 são os desaparecidos devido a um deslizamento de terra, milhares os desabrigados.

Em uma mensagem enviada em seu nome pelo Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, ao Cardeal José Francisco Robles Ortega, Arcebispo de Guadalajara e Presidente da Conferência Episcopal mexicana, o Papa, assegurando suas orações pelos falecidos, expressa "suas condolências às famílias das vítimas e a sua paterna solicitude e proximidade espiritual aos feridos e desabrigados” e “lhes confia às mãos maternas de Nossa Senhora de Guadalupe”.

Ao mesmo tempo, pede a Deus que console as populações atingidas pelas enchentes, inspirando “em todas as pessoas de boa vontade sentimentos de fraternal solidariedade para trabalhar de forma decisiva na reconstrução das áreas afetadas e ajudar de modo eficaz aqueles que estão sofrendo”.